A Soror

 A Soror

 

A Soror da quermesse

Matava os impulsos sexuais

De quem quer que fosse.

Tratava com unguentos e sais

Quem ali aparecesse,

Qualquer jovem capaz

 

De rebolar a pelve, flexível,

Recebia um castigo mordaz.

Ela logo punha-se irascível,

Seus recalques óbvios – e mais:

Sua raiva tão tangível

Dava-se em rezas dominicais.

 

O olhar atento, na procissão,

A quaisquer movimentos sensuais;

Os jovens explodindo de tesão,

Desejosos de pecados carnais...

A soror e sua ideia de redenção

Que, todos sabiam,

Não se realizava jamais.

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